Ciclista equipado com capacete ciclístico
Ciclista profissional andando de bicicleta Black Orange com uma paisagem de grama ao fundo.
Bicicleta Black Orange

Como escolher o capacete ciclístico certo para o seu pedal?

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Fundamental para a segurança dos atletas, o capacete ciclístico é vendido em diversos modelos. Como escolher o ideal na hora da compra? Leia aqui e descubra.

Independente de qual for a sua modalidade, o capacete ciclístico ou como é mais conhecido, capacete para ciclista, é um item que não pode faltar entre os acessórios. Resistentes, eles protegem a parte mais sensível do corpo e garantem a segurança dos atletas. Mas com tantas marcas e modelos, como selecionar aquele que melhor acompanhará você em suas jornadas de adrenalina? Para ajudá-lo nessa decisão, preparei um conteúdo com tudo o que você precisa saber para escolher um capacete ciclístico. Continue lendo, entenda cada dica e descubra como não errar na compra desse acessório.

Capacete ciclístico é mesmo necessário?

Ciclista com capacete ciclístico

Poucas coisas no mundo das bikes são tão polêmicas quanto a dúvida entre usar ou não o capacete ciclístico. Mas, apesar de parecer uma prática obrigatória, isso não é bem assim. Durante os primeiros cem anos do ciclismo, esse acessório nem sequer existia.

Foi em 2003, no Giro d’Italia, que eles passaram a ser exigidos em World Tours. Hoje, o uso deste equipamento não é obrigatório pelo CTB – Código de Trânsito Brasileiro. Entretanto, é recomendado por renomadas revistas e blogs da área.

Para alguns não há a necessidade do uso do capacete ciclístico em deslocamentos urbanos. Porém, como em qualquer esporte, acidentes e tombos inesperados podem acontecer no pedal. Por isso, vale a pena conferir alguns argumentos a favor do uso deste equipamento essencial para o ciclista.

1.   Proteção para lesões

Além de proteger a cabeça contra tombos e colisões, o capacete ciclístico pode salvar vidas. Uma análise do International Journal of Epidemiology descobriu que o uso deste equipamento reduziu significativamente o percentual de traumatismo craniano. As chances desse tipo de lesão ser fatal também são menores. A geração mais moderna de capacetes tem focado em diminuir o risco por concussão.

2.   Conforto no pedal

Nem só para proteger você em acidentes serve o capacete ciclístico. Muitos modelos possuem uma aba removível para guardar o atleta contra o sol, galhos e objetos. Alguns destes acessórios contam com o gorro para absorver o suor. Mas, se você ainda os acha desconfortáveis, saiba que muitos modelos já estão sendo fabricados mais leves e ventilados.

Além do conforto, o capacete também dá mais visibilidade ao ciclista no trânsito. Muitos relatam que quando estão usando se sentem mais respeitados pelos motoristas.

3.   Segurança extra

Na maioria das vezes a não obrigatoriedade do capacete ciclístico ocorre em países onde há maior infraestrutura de ciclovias. Com a cultura da bicicleta difundida, o respeito aos ciclistas e à legislação de trânsito é maior.

Uma análise do Toole Design Group mapeou o uso de capacete em relação às taxas de mortalidade. Atletas nos EUA tiveram as taxas mais altas de uso deste equipamento, mas ao mesmo tempo, a maior taxa de mortalidade por distância percorrida. Por outro lado, a Holanda apresentou os índices mais baixos de uso e as menores taxas de mortalidade. O que isso significa? Que a infraestrutura de proteção ao ciclista e uma cultura de educação no trânsito também fazem a diferença.

Conheça quais são os tipos de capacete ciclístico

Agora que você já sabe porque o capacete ciclístico é um acessório indispensável, que tal escolher o seu? Confira abaixo quais são os tipos, curiosidades e quando utilizar cada um deles. Vamos lá!

●     Capacete “aberto”

Capacete ciclístico aberto

Também chamado de “meia casca” ou “meia concha”, este é o modelo mais popular de capacete ciclístico. Sem queixeiras para o rosto, ele protege somente a cabeça. Em casos extremos do esporte, alguns possuem a parte posterior e lateral levemente maiores.

Usado na maioria das modalidades, seu formato parecido com uma concha melhora a aerodinâmica na pedalada. Além disso, é altamente eficiente em quedas horizontais. Alguns modelos contam com uma viseira removível para proteger do sol e galhos no percurso. Esta é a linha preferida dos praticantes de mountain bike e suas vertentes, como o trail e o all mountain. Já a opção sem aba é a mais utilizada no ciclismo de estrada.

O capacete aberto conta com mais entradas de ar e, geralmente, possui três ajustes. Muitos modelos desse tipo têm uma tela de proteção interna para impedir que insetos e pedras entrem pelo capacete.

●     Capacete urbano ou “coquinho”

Capacete ciclístico urbano

Conhecido como “coquinho”, este capacete ciclístico costuma ser visto na cidade para lazer, BMX e street. Adeptos da bike polo também gostam de usá-lo. Indicados para modalidades com risco de quedas verticais, eles são levemente fechados e achatados na parte superior.

Apesar de ter um design leve, ótimo para cortar o vento, este capacete não possui muitos pontos de entrada de ar. Além disso, seus ajustes são somente de queixo. Muitos dos capacetes de bike de estrada não contam com viseira, pois não é algo muito útil nesta categoria.

●     Capacete fechado

Capacete ciclístico fechado

Apelidado de “full face“, esta versão lembra os capacetes de moto, porém, é mais leve. Resistentes, eles são indicados para modalidades que envolvem altura e grandes velocidades, como o enduro, freeride e downhill. Este último, por exemplo, apresenta situações como descidas em meio a pedras, árvores e escadarias. Por isso o capacete ciclístico precisa ter segurança reforçada contra o perigo.

Pesados, estes acessórios protegem toda a face. Embora muitos possuam a queixeira fixa, alguns podem ter a frente removida. Um detalhe útil para provas de enduro onde o atleta se locomove por muito tempo antes de enfrentar os riscos. Além disso, é comum este capacete ter o formato otimizado para o uso de goggles.

●     Capacete ciclístico de pista

O ciclismo de pista também tem seu capacete próprio. Bem fechados, eles são testados para apresentar uma extrema aerodinâmica nas provas de velódromo. Para ajudar, alguns possuem até um prolongamento na parte traseira. Muitos, contam com viseira integrada ao próprio acessório.

Qual é o melhor capacete?

Definir o capacete ciclístico que irá atender melhor suas necessidades no pedal não é tão simples. Itens como modalidade, normas técnicas de segurança e gosto pessoal irão influenciar muito na decisão. Por isso, não podemos dizer que existe um melhor entre os modelos. Mas, com certeza, existem aqueles que são mais indicados por quem utiliza. E é sobre cada um que vou falar brevemente para você, veja só.

  • Capacete Kask Utopia:
Capacete ciclístico Kask Utopia

Ideal para corridas de estrada e triathlon, o Utopia pode ser utilizado em todas as condições de clima. Isso porque seu design refinado mantém o ciclista com a cabeça arejada, especialmente quando estiver em alta velocidade.

Sua excelente aerodinâmica também é um fator chave na escolha deste capacete ciclístico. Sua forração respirável e de secagem rápida oferece uma camada de 5mm de material de alta absorção. Tudo isso permite ao equipamento retirar a umidade da cabeça do atleta. Esta tecnologia torna o acessório confortável de usar durante todo o dia ou mesmo em competições que exijam muito.

Construção In-mold com um invólucro externo superleve. Tecnologia MIT, 9 aberturas estrategicamente alinhadas. Aerodinâmico e de alto desempenho. A escolha dos grandes atletas.

  • Capacete Abus Airbreaker: graças à sua estrutura e seu design Multi Speed, o AirBreaker oferece a melhor aerodinâmica e, ao mesmo tempo, assegura uma ótima ventilação. Esta tecnologia mantém o ciclista ventilado conforme a intensidade da velocidade. Ou seja, se regula conforme necessário: máxima em etapas lentas ou montanhosas e ideal em etapas rápidas e planas. Unindo leveza e resistência, este acessório diminui o impacto da força na hora de uma queda. O design clássico e elegante também é um ponto alto deste modelo.
Capacete ciclístico Abus Airbreaker
  • Capacete Scott Centric Plus Supersonic Mips: projetado para ciclistas de estrada e montanha, este capacete ciclístico é utilizado por atletas de topo mundial do ciclismo. Com as tecnologias MIPS e Scott Air, ele fornece os benefícios de um sistema de proteção cerebral. Além disso, apresenta uma construção única que melhora a ventilação e mantém sua cabeça intacta em casos de quedas.
Capacete ciclístico Scott Centric Plus

O que observar na hora da compra?

Agora você já sabe da importância do capacete ciclístico, quais tipos existem e conhece os modelos mais indicados. Mas não vamos parar ainda! Para ajudá-lo, fiz uma lista com 5 coisas para observar na hora de escolher o seu capacete.

1.   Ventilação

Contendo milhares de pequenas bolsas de ar, todos os capacetes são excelentes isolantes térmicos. Por isso, o sistema de ventilação é fundamental para manter o conforto do equipamento. Quanto mais ventilado for o capacete ciclístico, melhor ele será para atividades longas. Isso porque a ventilação ajuda na transpiração da cabeça e proporciona mais conforto para a pedalada. Atualmente, a tecnologia deste acessório é bastante avançada, saindo de simples buracos de ventilação para sistemas completos de fluxo de ar.

2.   Regulagens

Essa é uma das partes mais importantes do capacete ciclístico, afinal é ela que vai travá-lo em sua cabeça. Alguns modelos apresentam apenas a regulagem do queixo e orelhas. Entretanto, um bom capacete deve contar com ajustes nas partes traseira, laterais e frente.

A trava traseira sustenta o capacete em sua cabeça. As laterais, em tiras de nylon, são para ajustá-lo nas orelhas. Já a trava embaixo do queixo irá garantir que o capacete não saia de você em um acidente. Cada marca trabalha com um tipo de regulagem, na hora de escolher busque modelos com sistemas confiáveis.

3.   Tamanho

Os tamanhos do capacete seguem o padrão de pequeno, médio e grande e devem ser bem definidos. Afinal, é extremamente desconfortável pedalar com um componente que não ficou bem ajustado. Por isso, tenho uma dica para escolher o tamanho do capacete ciclístico adequado. Ao experimentar, fique com aquele que se encaixa na cabeça sem folgas, mesmo sem fazer os ajustes. Os melhores modelos vêm com espumas removíveis na parte interna. Elas dão conforto e fazem os últimos ajustes sem você precisar usar as regulagens no limite.

Para medir sua cabeça, use uma fita métrica, aproximadamente dois dedos acima da orelha. Passe-a pelo centro da testa e contorne a cabeça até encontrar a outra ponta. Embora cada fabricante tenha uma especificação, as informações a seguir costumam funcionar.

  • XS (X-small) / extra pequeno – em torno de 47 cm a 50 cm de diâmetro
  • S (small) / pequeno – em torno de 51 cm a 55 cm
  • M (medium) / médio – em torno de 55 cm a 59 cm
  • L (large) / grande – em torno de 59 cm a 63 cm
  • XL (X-large) / extragrande – em torno de 63 cm a 66 cm

4.   Material

O material predominante de qualquer capacete ciclístico é o isopor. Entretanto, cada fabricante usa uma composição desse produto, gerando diferentes resistências. Junto é colocado um sistema de espumas internas, que aumenta o conforto do atleta.

O casco é a camada exterior do capacete.  Projetado para oferecer proteção contra abrasão ou penetração de objetos, ele recebe a pancada primeiro e diminui a carga de impacto que o isopor vai absorver. Além disso, ele também ajuda a fazer o capacete “escorregar” dependendo da superfície atingida.

Nos capacetes mais baratos, o casco costuma ser de plástico moldado e colado com fitas adesivas. Já nos mais caros, ele pode ser feito de policarbonato moldado juntamente com o forro. Os modelos mais modernos de capacete são revestidos com polímeros. Alguns deles inclusive com fibra de carbono, o que os deixa mais leves. Nas modalidades extremas o casco é mais grosso e pode ser de policarbonato, ABS, fibra de vidro ou até mesmo kevlar.

5.   Tecnologias especiais

Acelerações rotacionais podem acontecer quando o capacete atinge o chão em ângulo. Por isso, alguns modelos contam com dispositivos como o MIPS, que reduzem estes problemas. Nestes casos, a estrutura interna funciona como um esqueleto. Cada fabricante aposta em um tipo de tecnologia para obter o resultado desejado. Com o kevlar, por exemplo, é possível construir capacetes leves e ventilados, capazes de atingir os parâmetros de certificação.

Além do capacete ciclístico, outros equipamentos também podem lhe ajudar a pedalar melhor. Se quiser saber mais, selecionei um post bem completo com os equipamentos ideais para melhorar a sua performance. É só clicar e conferir.


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