Ciclista com bicicleta Black Orange
Ciclista pedalando uma bicicleta MTB Black Orange
Dois ciclistas conversando

História da bicicleta: tudo o que você precisa saber sobre o pedal 

O que é o ciclismo? Entenda tudo para começar neste esporte

Glossário do ciclista:  fique por dentro da conversa na hora do pedal

Que as bikes são essenciais em nossas vidas, a gente já sabe. Mas como será que elas surgiram? Confira aqui a história da bicicleta e muitas curiosidades.

Meio de transporte, passatempo, esporte e estilo de vida. Há muito tempo, as bikes tornam nossas rotinas mais práticas e radicais. E, claro, hoje em dia todo mundo sabe o que elas são. Entretanto, isso nem sempre foi assim. Na história da bicicleta, elas já foram até consideradas uma novidade passageira, pouco vistas pela cidade.

Difícil de imaginar, não é mesmo? Por isso, vou simplificar. Neste artigo você encontrará informações importantes sobre o que são as bikes, sua história, componentes, modalidades e muito mais. Além disso, vai saber quando essa atividade passou de um simples meio de transporte para esporte olímpico. Continue comigo e aproveite. Boa leitura!

O que é e qual é a história da bicicleta?

Bicicleta antiga

Presente no dia a dia das pessoas desde a infância, praticamente todo mundo já sabe o que é uma bike. Mas conhecer a fundo seus termos técnicos, componentes e a história da bicicleta, é outra coisa. Então, pra não perdermos nenhuma informação importante no caminho, vamos começar definindo as coisas.

A bicicleta é um meio de transporte com duas rodas, quadro, pedais, correia, pinhão e corrente. Além disso, ela se move por meio da propulsão do usuário. Ou seja, seu movimento depende do esforço do ciclista. Juntas, todas estas partes funcionam da seguinte maneira: o quadro, que é a estrutura, integra as duas rodas. O assento acomoda o usuário. O guidão auxilia na direção. Assim, o ciclista deve se posicionar e mover os pedais, que estão ligados à corrente, com as pernas. Essa corrente faz o pinhão girar e, simultaneamente, gira a roda traseira. À medida que a roda traseira gira, o mecanismo também faz com que a roda dianteira gire, movendo a magrela.

Uma breve história da bicicleta

Por mais que existam registros de civilizações antigas, podemos afirmar poucas coisas a respeito da origem das bikes. Para alguns, tudo começou com Leonardo da Vinci, em 1490, com o esboço de uma bicicleta moderna. Para outros, foi em 1790, quando um conde francês inventou o célérifère. Mas mesmo sem poder comprovar a veracidade destas duas histórias, de uma coisa temos certeza: o celerífero de fato existiu. E foi justamente a partir dele que tudo evoluiu.

Inspirado na estrutura de madeira anterior, o alemão Karl Christian Ludwig Drais apresentou em 1817 a Draisina. Chamada originalmente de laufmaschineum (máquina de fumaça), ela possuía roda dianteira direcionável e era impulsada com os pés. Foi uma grande novidade na época, gerando curiosidade. Anos mais tarde, o modelo ganhou pedais. Essa invenção é atribuída ao ferreiro escocês Kirkpatrick MacMillan, em 1839. Mas essa versão só passou a ser fabricada pelo inglês Thomas McCall, 30 anos depois.

Em 1860 a draisiana ganhou seus primeiros modelos comerciáveis como velocípede. Com a revolução industrial, ela se popularizou e foi se desenvolvendo até o modelo que utilizamos. A evolução de seus componentes também foi responsável pelas mudanças. O desenvolvimento dos pneus por Dunlop e seu aprimoramento por Michelin, por exemplo, tornaram as bikes mais ágeis e manuseáveis.

O modelo que conhecemos hoje, entrou na história da bicicleta no século XVIII. Já nas primeiras décadas do século XX a prática do ciclismo tinha se espalhado por toda a Europa. Atualmente, podemos encontrar uma variedade de bicicletas: infantil, de praia, híbridas, tandem e muito mais. A tendência do momento é a leveza e praticidade, um claro exemplo disso são as bicicletas dobráveis.

A história da bicicleta no Brasil

As bikes chegaram ao nosso país no final do século XIX, vindas da Europa. Os primeiros relatos de uso são do Paraná, onde existia um clube de ciclistas. Até 1940, as bicicletas e suas peças eram importadas. Entretanto, por conta da Segunda Guerra Mundial, empresas nacionais como Caloi, Monark e Irca passaram a produzir grande parte das peças. A partir de 1950, as bicicletas dessas marcas começaram a ser produzidas integralmente no Brasil.

Desde o início dos anos 2000, os governos de diferentes centros urbanos do nosso país têm investido em ciclovias. Assim, há um aumento grande no pedal. Na grande São Paulo, por exemplo, são mais de 9 mil delas circulando todos os dias, conforme dados da CET. Com esse volume, saber se portar no trânsito é indispensável para uma boa circulação.

Quando o ciclismo virou um esporte olímpico?

Mesmo com uma longa trajetória, a história da bicicleta só passou a integrar os Jogos Olímpicos em 1896. Em sua estreia, os atletas largaram de Atenas e pedalaram até a cidade de Marathon, retornando para a capital grega. Nas primeiras edições, os eventos realizados eram apenas em pistas, com bicicletas extremamente aerodinâmicas. Mesmo com um grande impacto inicial, o ciclismo ficou ausente das três edições olímpicas seguintes, voltando apenas em 1912. Desde então, é um esporte confirmado na agenda dos torcedores.

O que compõe uma bicicleta?

Agora que você já sabe um pouco da história da bicicleta, que tal se aprofundar mais? Mesmo que cada bike apresente componentes diferentes de acordo com sua função, reuni informações sobre quais são suas principais partes. Confira na imagem abaixo o nome de cada uma e onde se localiza.

Componentes de uma bicicleta
  1. Selim (sela, banco)
  2. Canote de selim
  3. Guidão
  4. Mesa
  5. Manetes de freio
  6. Cabos de aço
  7. Freio dianteiro
  8. Pneu
  9. Roda dianteira
  10. Garfo
  11. Pedal
  12. Pedivela e engrenagem
  13. Corrente (correia)
  14. Roda livre e engrenagem
  15. Freio traseiro

Grupos de componentes do pedal

Realmente, as bikes possuem muitas pequenas partes. Mas para que tudo funcione da melhor maneira, elas precisam trabalhar em conjunto. Por isso, existem os grupos de componentes. Essencialmente, eles são a coleção das partes móveis de uma bicicleta, dirigindo ou parando as rodas. Importantes para eficiência e conforto, eles são organizados da seguinte maneira.

  • Alavanca de marchas
    Esta é a ligação com as marchas. Chamadas de alavanca de polegar ou desviadores, elas selecionam a marcha que se adequa melhor ao tipo de terreno.
  • Coroas
    São as peças dentadas acopladas ao pedivela. Disponíveis em 1, 2 ou até 3 opções, as de duas coroas são mais comuns nas bicicletas speed. Já as de uma coroa, nos modelos mais atuais de MTB – seguindo uma tendência internacional.
  • Cassete
    É uma das peças da transmissão da bicicleta que em conjunto com os pedais, pedivela, corrente e os câmbios são responsáveis pela transmissão da força do ciclista para a bicicleta. O número de opções de um cassete depende do número de cogs (engrenagens individuais) que o câmbio traseiro aceita. Possui, normalmente, de 8 a 12 marchas e varia conforme o objetivo do ciclista ou a variação de terreno.
  • Desviadores
    O desviador dianteiro fica acima do aro principal. É um braço mecânico, controlado pelos trocadores que movem a corrente de uma coroa para a outra. Já o desviador traseiro fica preso à parte de trás do quadro da bicicleta. Novamente, ele move a corrente pelo pinhão traseiro quando ativado pelos trocadores de marchas.
  • Freios
    Os freios acompanham as bikes como pinças tradicionais – principalmente em estrada. Na modalidade MTB, o formato mais popular é o do freio à disco.
  • Pedivela
    É o eixo encaixado na caixa central do quadro que interliga os pedais onde se encontram as coroas.
  • Corrente
    É responsável pela transmissão de marchas e difere em largura, dependendo para qual cassete será compatível. Uma corrente para 11 velocidades, por exemplo, terá largura menor que uma utilizada para 8 velocidades, pois a distância entre os cogs é menor na de 11v.
  • Cabos
    Os cabos conectam os câmbios e trocadores aos componentes mecânicos relevantes.

Um bom conjunto de componentes pode ser exatamente o que você precisa para que seu pedal seja mais eficiente e confortável. Mas além disso, os equipamentos certos também podem fazer a diferença na sua bike. O ideal é que você conheça todos os acessórios e considere aqueles que se alinham com os objetivos que deseja atingir no ciclismo.

Quais são os tipos de bike?

Devido a sua praticidade, pedalar é um dos esportes mais populares do mundo. Mas apenas saber a história da bicicleta não basta. Conhecer os tipos de bicicleta é essencial. Por isso, selecionei abaixo 8 modelos que você precisa conhecer, veja só.

1.   Urbanas

Bicicleta urbana

Versáteis, as bicicletas urbanas são ideais para enfrentar calçadas, asfalto e, até, estradas leves. Com um valor acessível, elas ajudam muito na locomoção do dia a dia. O design desse modelo costuma ser simples, tendo marchas e um assento mais confortável. Já os pneus, possuem um amortecimento especial.

Se você for pedalar com uma bicicleta urbana, é recomendada a utilização de garfos de suspensão. Eles irão aliviar impactos causados pelos desníveis e degraus. Mas se a ideia for pegar o asfalto, a escolha deve ser os pneus finos, lisos e macios com sulcos laterais. Com eles, a pedalada fica mais estável, aderente e rápida.

2.   Dobráveis

Bicicleta dobrável

Vistas frequentemente pela cidade, as bikes dobráveis são práticas e modernas. Sua flexibilidade permite que ocupem pouco espaço. Assim, podem ser colocadas num canto da casa, porta-malas do carro e, até mesmo, embaixo da mesa no trabalho. O peso desse tipo de bicicleta fica em uma média de dez quilos e, assim como a urbana, ela é menos veloz e eficaz em subidas. Entretanto, é útil para quem a utiliza como meio de transporte. A praticidade é tanta que, alguns modelos, permitem que se empurre ou puxe a bike utilizando suas próprias rodas, como se fosse uma mala. É sensacional!

3.   Passeio

Bicicleta de passeio

As bikes de passeio têm por objetivo central a realização de percursos curtos com o menor esforço possível. Logo, elas permitem pedalar com tranquilidade, apreciando o trajeto ao ar livre. Frequentemente possuem cestinhas, compartimentos e garupa, nos quais é possível levar itens leves como compras e mochilas. É comum que possuam marchas para otimizar a pedalada, além de bancos bem largos e confortáveis. Sua estética é um fator importante e pode variar de acordo com o estilo adotado. Bicicletas retrô fazem muito sucesso, pois têm um visual charmoso e elegante.

4.   Mountain bike

Bicicleta MTB Black Orange

As bikes de MTB são mais robustos, pois utilizam catracas, cassetes e quadros maciços. Entretanto, hoje é possível encontrar componentes em carbono. Seu sistema de amortecimento varia de acordo com a categoria. Para percursos de maior velocidade, existem suspensões que dão maior rapidez. Em percursos técnicos, são usadas bikes full suspension, eficientes para suportar terrenos acidentados. Em bicicletas desse tipo, os pneus são maiores e possuem cravos para aderir a diferentes estradas e promover segurança na subida.

5.   Speed

Bicicleta Speed Black Orange

Aqui o principal objetivo é a velocidade, por isso, elas são as mais leves do mercado. O quadro da speed é frequentemente confeccionado em alumínio, mas as melhores opções são feitas em carbono. Seu pneu é muito estreito com calibragem alta. Essas bikes também não possuem suspensão. É comum, nessa modalidade, que sejam utilizados os pedais clip, para pedalar com sapatilhas que prendem os pés ao engate.

6.   BMX

Bicicleta BMX

As bicicletas utilizadas pelos ciclistas desta modalidade são específicas e possuem características adaptadas às condições das pistas. São bicicletas leves, resistentes e de pequeno porte. Geralmente possuem rodas menores, de aro 20, e pneus apropriados para a terra. Elas contam com apenas uma marcha e um freio na roda de trás.

7.   Híbridas

Bicicleta híbrida

As bicicletas elétricas ou híbridas são movidas parcial ou completamente por um motor elétrico alimentado por baterias. O objetivo desse equipamento é deixar o pedal mais leve, auxiliando nas subidas e no transporte de mercadorias. Elas também possuem sensores que sustentam o esforço quando se está pedalando. As velocidades chegam aproximadamente a 25 km/h e a autonomia pode chegar de 30 km/h a 40 km/h.

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